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Dezembro

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Poemas, por Wellington Souza.


Continuação da série síndromes, mostra poemas que refletem sobre as necessidades do que aprendemos a chamar de amor.


PLACEBO

A função da alma
por esses tempos difíceis
em que prazeres físicos são raros...
é extrapolar o corpo
fugir
falsificar sensações tão bem feitas
à ponto que o corpo
exato e lógico como ele é
aceita-las e produzir os tão necessários neuro-peptídeos
e os hormônios
que estouram a reação em cadeia
bem conhecida como felicidade.



AMOR BIOLÓGICO

Há necessidades biológicas que necessitam ser satisfeitas
e isso é mútuo, benzinho...
Como nossos eixos não se alinharam,
deixemos então nossas realidades físicas se experimentarem,
permitamo-nos,
vez ou outra...
Nossas almas não ganharão o reino dos céus
pois elas não fizeram o voto de pobreza dos amantes
e ostentaram uma soberba inútil e fraca por si só,
então que nossas consciências o ganhem,
nem que seja por frações de minuto...



AMOR DEPOIS DE FEITO

O amor retrocedeu
foi fechando
fechando
encolhendo..
Brochou:
voltou a ser botão.
Sem cor
Sem perfume
Sem nada.

*

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